sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Intercâmbio na Argentina: conheça opções acessíveis e de qualidade

A Argentina é um dos destinos mais procurados por alunos que querem estudar na América do Sul. O país do tango, do doce de leite e do alfajor abriga algumas das melhores universidades do continente. Entre elas, estão a Universidad de Buenos Aires (UBA), a Nacional de La Plata (UNLP) e a tradicional Universidad Nacional de Córdoba (UNC).

A Argentina tem 15 universidade entre as melhores do mundo no ranking QS de melhores universidades (QS World University Ranking 2020), e uma tradição acadêmica de longa data. Com mais de 400 anos, a Universidad Nacional de Córdoba é a mais antiga do país, e foi fundada em 1613.

A graduação em Medicina é uma das mais procuradas de intercâmbio na Argentina por alunos da América Latina que vão estudar no país. Entre os motivos que alunos para estudar medicina na Argentina estão a ausência de vestibular e cursos financeiramente mais acessíveis (quando comparados com as graduações em medicina no Brasil) ou gratuitos. Esses fatores, somados as boas colocações em rankings internacionais, fazem com que a graduação em Medicina seja um ponto forte do ensino superior argentino, junto com outras áreas, como o Direito.

A estudante de Direito Gabriela Marques fez intercâmbio na Argentina, na Universidad Nacional de La Plata (UNLP), em 2019 por meio de um convênio que a instituição tem com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), onde ela estuda atualmente. A universitária conta que optou por estudar na Argentina após contar para um amigo francês que gostaria de fazer intercâmbio na Europa e ser questionada por ele: “mas a América Latina é ótima para fazer intercâmbio, você nunca pensou [em fazer aqui]?”.

Na UNLP, Gabriela cursou disciplinas relacionadas ao Direito Econômico, como Economia, Direitos Humanos e Direitos Sociais, “que são coisas bem fortes lá”. Em relação ao ritmo das aulas, a estudante conta que achou o curso mais exigente quando comparado com a UFOP. “O ritmo era mais intenso”, conta, “em bem menos tempo eles passavam muito mais conteúdo e isso era cobrado, as provas eram bem exigentes e era indiferente se você era intercambista ou não”.

Entrar nas universidades argentinas com o curso básico

O processo de ingresso nas universidades argentinas é diferente do tradicional vestibular brasileiro. Para iniciar a graduação em qualquer área, o estudante deve passar por um ciclo básico que ensina conteúdos referentes ao curso que deseja entrar. Esse ciclo básico é obrigatório e o estudante deve ser aprovado até um período limite, que varia de acordo com a faculdade e o curso.

Cada universidade oferece seu ciclo básico, o mais famoso e tradicional deles é o CBC (Ciclo Básico Común), da UBA. Para estudantes estrangeiros, algumas universidades exigem o certificado de proficiência em espanhol com nível B2 entre a documentação exigida para que o aluno possa se matricular no ciclo. Os certificados exigidos podem ser o DELE, o SIELE ou CELU.

Intercâmbio na Argentina para aprender espanhol

As aulas nas universidades argentinas são predominantemente em Espanhol e, para conseguir acompanhar, é necessário conhecer a língua. Gabriela conta que já havia estudado espanhol antes de ir para o intercâmbio, mas “o sotaque da argentina é bem diferente do que tinha aprendido no curso aqui no Brasil”.

Na Argentina, Gabriela optou por complementar os estudos da graduação com aulas de proficiência em espanhol, para que conseguisse aproveitar melhor as aulas. “Chegando lá, tive que aprender quase que do zero”, conta.

As maiores universidades da Argentina oferecem cursos de espanhol para quem quer aprender ou se tornar fluente na língua. A UBA, por exemplo, oferece aulas de proficiência em sedes espalhadas por toda Buenos Aires. Nas cidades também é possível encontrar escolas de idioma especializadas no ensino de Espanhol.

Para quem opta por aprender o idioma na Argentina, o país oferece um certificado de proficiência em espanhol válido internacionalmente, o CELU (Certificate of Spanish: Language and Use), reconhecido pelos Ministérios da Educação e Relações Exteriores argentinos.

Visto Estudantil para intercâmbio na Argentina

Para brasileiros, a entrada na Argentina é permitida mediante a apresentação do RG ou passaporte sem a necessidade de visto. Entretanto, esse “visto automático” permite a estadia por, no máximo, 90 dias. Para estudantes que querem ficar no país por um período maior, é necessário retirar o visto estudantil, que permite ficar até 10 anos no país.

Para retirada do visto é possível dar entrada com a documentação depois de já estar na Argentina. Os documentos exigidos para o pedido do visto são RG ou passaporte, comprovante de matrícula, comprovante de antecedentes criminais e comprovante de pagamento da taxa de emissão obrigatória.

Gabriela conta que o procedimento para retirar o visto foi bastante demorado devido às agitações políticas recentes na Argentina. “Eles tiveram várias greves gerais esse ano e está tudo muito complicado, demorou tanto que fui tirar o visto quase na hora de ir embora”, conta.

Principais destinos para intercâmbio na Argentina

Buenos Aires

A região da Argentina que mais recebe estrangeiros é Buenos Aires, não apenas por ser a cidade mais populosa e capital do país, mas por abrigar algumas das mais prestigiadas universidades, como a UBA.

Buenos Aires é a melhor cidade estudantil da América Latina e está entre as 50 melhores do mundo, ocupando a posição 31º no ranking QS de melhores cidades para estudantes morarem. O custo de vida na cidade é alto e acima do restante do país, sendo muito semelhante ao de São Paulo. Entretanto, com a recente desvalorização do peso argentino, ficou mais barato, para brasileiros, visitar o país.

A capital argentina possui um ótimo sistema de transporte público que conta com uma ampla oferta de ônibus e metrô, além de oferecer sistemas alternativos de transporte, como bicicletas públicas.

A região central de Buenos Aires é repleta de bons restaurantes com preços acessíveis, sorveterias e padarias tradicionais. Para quem aprecia a vida cultural urbana, há inúmeros teatros, livrarias e cinemas espalhados por toda a cidade e que funcionam até de madrugada.

A temperatura média da Argentina é mais baixa que a brasileira, principalmente nas cidades que estão localizadas ao sul do Brasil, como Buenos Aires. “Só andei de roupa de frio”, conta Gabriela. Em relação à alimentação, a base da dieta Argentina é muito semelhante ao sul do Brasil. É repleta de carnes, batatas e doces tradicionais, como churros, doce de leite e sorvetes caseiros.

Mendoza

Para quem pensa em fazer um intercâmbio na Argentina para aprender espanhol, Mendoza é uma boa opção. Ela é relativamente pequena, com cerca de 115 mil habitantes, mas é o centro de uma região metropolitana de quase 1 mlhão de habitantes. Esse tamanho menor implica também um custo de vida menor do que na capital Buenos Aires. E com a valorização do real frente ao peso argentino, torna-se um destino particularmente acessível para brasileiros.

Além disso, é uma cidade rica em paisagens históricas e passeio culturais. Embora boa parte de seus edifícios coloniais tenham sido destruídos por um terremoto em 1861, outra parte mantém-se de pé desde o século XVI. Também foi uma das cidades visitadas por Charles Darwin durante suas viagens.

As 10 melhores universidades da Argentina de acordo com o QS Latin American University Rankings

Para ver o ranking completo, clique aqui.

1º – Universidad de Buenos Aires

É a principal e maior universidade da Argentina e o curso de medicina é um dos mais procurados por quem faz intercâmbio na Argentina. Tem forte tradição acadêmica: cerca de 30% da pesquisa científica feita na Argentina é realizada na UBA. Entre os ex-alunos ilustres, a universidade formou quatro dos cinco ganhadores argentinos do prêmio Nobel, além de outros 15 ex-presidentes.

A UBA é uma universidade pública formada por 13 faculdades espalhadas por toda Buenos Aires. Conta com 4 institutos e 3 hospitais que formam uma rede hospitalar, 18 museus e um amplo sistema de bibliotecas. Em 2021, ela completará 200 anos de existência.

2º – Universidad Torcuato di Tella

A Torcuato di Tella é uma instituição privada e sem fins lucrativos. É uma universidade relativamente nova, foi inaugurada em 1991, e está localizada em Buenos Aires. A origem da faculdade está relacionada à família do engenheiro Torcuato di Tella, fundador da Siam, empresa tradicional Argentina que, atualmente, é líder do mercado de eletrodomésticos da região.

As áreas mais fortes da Torcuato são as ciências sociais nos campos da economia, estudos históricos e sociais, matemática e estatística, administração de empresas, direito, ciências políticas, relações internacionais, ciências sociais e arquitetura. Ela possui um amplo programa de intercâmbio e mantém parceria com mais de 90 universidades em todo o mundo.

3º – Universidad Austral

A premissa da Austral é conciliar o melhor da tradição do ensino universitário com o que tem de mais avançado no universo da educação. Além dos cursos de graduação e pós-graduação, a Austral também investe em pesquisa e extensão. O principal financiador da Austral é a instituição católica Opus Dei.

4º Universidad Nacional de La Plata

A UNLP é formada por 17 faculdades divididas em 5 conjuntos de prédios na região de La Plata, localizada ao sudeste de Buenos Aires. Os cursos de Medicina e Direito são os mais tradicionais da UNLP, que oferece 137 cursos de graduação, possui 1 observatório, 1 planetário e 14 museus.

Entre os ex-estudantes ilustres da UNLP estão os ex-presidentes Cristina Kirchner e Néstor Kirchner. A universidade também oferece “uma série de atividades extracurriculares para quem quer participar” a quem busca-a para intercÂmbio na Argentina, conta Gabriela.

5º Universidad Nacional de Córdoba

Com mais de 400 anos de existência, a UNC é uma instituição pública, financiada pelo governo argentino e a segunda maior universidade do país.

Formada por 13 faculdades que oferecem mais de 300 cursos, a UNC possui cerca de 100 centros de pesquisa, 25 bibliotecas e 16 museus. A primeira instituição científica da Argentina foi criada na UNC, que atualmente também possui um observatório astronômico.

6º Pontificia Universidad Católica de Argentina

A UCA é uma instituição privada, cujo campus principal está localizado em Buenos Aires. Ela também possui prédios em Rosário, Paraná, Mendoza e Pergamino. As áreas do conhecimento que a UCA é especializada são as de Desenvolvimento Humano e Pobreza, Biomedicina, Tecnologia de Alimentos e Mudanças Climáticas.

7º Universidad Nacional de Rosário

A UNR é uma universidade pública localizada em Santa Fé, na cidade Rosário. Ela é formada por 12 faculdades com 124 cursos de pós-graduação e 63 de graduação.

8º Universidad de San Andrés

A Udesa é uma universidade privada e seu campus principal foi erguido na cidade de Victória, localizada a 600 km acima de Buenos Aires. Ela é formada por 7 faculdades que oferecem 12 cursos de graduação e 19 de pós-graduação.

9º Universidad de Belgrano

A Belgrano é uma universidade privada localizada em Buenos Aires. É formada por 10 faculdades e oferece mais de 60 cursos de graduação e pós-graduação a quem procura por opções de intercâmbio na Argentina com foco acadêmico.

10º Instituto Tecnológico de Buenos Aires

O ITBA é uma faculdade privada, especializada em ensino e pesquisa nas áreas de engenharia, tecnologia e gestão. O instituto foi criado por um grupo de oficiais navais e nasceu com o propósito de incentivar o estudo de engenharia avançada.

Localizado em Porto Madero, região portuária e turística, o ITBA é uma das instituições de ensino superior mais difíceis de se entrar da Argentina. Os motivos que aumentam a concorrência na instituição é um processo de admissão mais rigoroso que a média do país e o fato do ITBA ser uma instituição pequena.

Por Mariane Roccelo

 

Este texto foi originalmente publicado no portal Estudar Fora, da Fundação Estudar, parceira do GUIA DO ESTUDANTE. 

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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Fuvest encerra inscrições para vestibular nesta sexta ao meio-dia

Esta sexta (20) é o último dia para se inscrever na Fuvest 2020, vestibular que seleciona para 8.317 vagas na Universidade de São Paulo (USP). Mas atenção: as inscrições vão só até o meio-dia! Para participar, basta acessar o site da Fuvest e preencher o formulário. Na inscrição, o candidato deve enviar uma foto 3×4, que será comparada com a foto a ser tirada no dia de realização da prova. Ao fim, o site gera um boleto de R$ 182, e a inscrição só estará confirmada após o pagamento. 

O período para pedido de isenção da taxa durou entre 19/6 e 12/7. Poderia solicitar o benefício quem comprovasse renda bruta individual (caso more sozinho) ou de todo núcleo familiar de até R$ 1.745,32, além de ter estudado todo o Ensino Médio na rede pública de ensino. Mesmo os isentos precisam se inscrever no vestibular. 

No momento da inscrição, os candidatos portadores de alguma deficiência precisam informá-la para que recebam atendimento especial no dia da prova. Para comprovar a necessidade, é preciso anexar um atestado médico.

Provas

A prova da primeira fase da Fuvest será aplicada no dia 24/11 e, como de costume, será composta por 90 questões de múltipla escolha. Já a segunda fase acontece nos dias 5 e 6/1/2020. Desde da edição passada, a Fuvest parou de aplicar a segunda fase em três dias, como tradicionalmente fazia. A Unicamp começa a seguir o mesmo modelo esse ano.

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Fatos históricos que fazem aniversário redondo em 2019 podem cair no Enem

Seja para comemorar ou simplesmente rememorar, 2019 foi um ano cheio de “datas especiais” para a história do Brasil e do mundo. Aniversário todo ano qualquer coisa faz. Mas uma data redonda é para ser lembrada com mais afinco. Em 2019, o mundo celebrou os 500 anos da morte de um dos maiores gênios da humanidade e os 50 anos do primeiro passo do homem em terreno lunar.

Esse tipo de comemoração, que chamamos de efeméride, costuma ser um prato cheio para os elaboradores dos grandes vestibulares e do Enem. Geralmente associadas às questões de História, as efemérides podem aparecer de forma interseccional com outras disciplinas por se configurarem como atualidades — ao longo do ano, elas são pautadas com frequência na mídia e podem, inclusive, mobilizar a sociedade para exposições, homenagens e manifestações. 

Com a ajuda do professor de História Frederico Blumenhagen, do curso Poliedro, elencamos algumas datas especiais de 2019 e reunimos dicas de como elas podem ser cobradas no Enem deste ano. 

O homem na Lua e a queda do Muro de Berlim

Em 20 de julho de 1969, o homem assistiu à primeira “alunissagem”: o astronauta americano Neil Armstrong foi a primeira pessoa a pisar na Lua. Três meses antes dele, o cosmonauta soviético Iuri Gagarin já tinha estado no espaço, mas a conquista lunar definitivamente foi dos americanos.

Por que importa tanto qual foi a primeira nação a atingir o feito? A missão que levou Armstrong ao satélite da Terra fazia parte do que ficou conhecida como Corrida Espacial, uma competição entre Estados Unidos e União Soviética para provar quem tinha mais tecnologia para conquistar o espaço. 

Outra corrida que marcou aqueles anos foi a armamentista: as duas potências desenvolveram armas nucleares que poderiam destruir países inteiros caso uma guerra fosse desencadeada. Em termos práticos não aconteceu nada, e por isso o embate entre as duas potências (representando o sistema capitalista e socialista) ficou conhecido como Guerra Fria. 

Foi também no contexto da Guerra Fria que o Muro de Berlim foi construído. Ele dividia as zonas de controle socialista e capitalista da cidade. O Muro foi destruído após 28 anos do início de sua construção, em 10 de novembro de 1989. Este ano, completam-se 30 anos da sua queda, considerada o símbolo do fim da Guerra Fria.

Segunda Guerra Mundial 

Falando em guerras, setembro de 2019 marca uma data importante para a humanidade: há 80 anos, o conflito mais devastador do século 20 (e da História) começou oficialmente. A Segunda Guerra Mundial colocou de um lado o Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e de outro os Aliados (Reino Unido, França, União Soviética e Estados Unidos), além de dezenas de outros países que tomaram partido de um ou de outro grupo.

Durante os seis anos de guerra, a humanidade presenciou desastrosos acontecimentos históricos como o Holocausto e o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. Qualquer um desses eventos pode ser tema de questões da prova. 

Tratado de Versalhes

Há 100 anos, o tratado de paz que colocava fim à Primeira Guerra Mundial (e que, de alguma forma, foi uma das causas da Segunda), foi assinado, em Paris, pelas nações que fizeram parte do conflito. Entre outros pontos, o tratado determinava que a Alemanha assumisse a culpa pela causa da guerra e impunha uma série de sanções ao país, como perda de territórios, indenizações e diminuição do exército. A partir do Tratado de Versalhes, a Alemanha enfrentou diversos problemas econômicos e a população se indignou, fatores que muitos historiadores associam à ascensão de Hitler e ao início da Segunda Guerra. 

Leonardo da Vinci

Muito mais do que o pintor de Mona Lisa, Leonardo Da Vinci foi um destacado cientista, matemático, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico da Itália do século 15. Como ele morreu em 1519, 2019 é o aniversário de 500 anos dessa data.

Na prova de História, a data pode ser cobrada no contexto do Renascimento Cultural. Características e as inovações da Renascença podem aparecer no exame. Embora os outros campos de atuação de Leonardo possam aparecer, o professor Blumenhagen acredita que Da Vinci tenha mais chances de figurar na área de arte, com questionamentos sobre suas técnicas e visão de mundo.

Ditadura no Brasil

Dois acontecimentos diretamente relacionados à Ditadura Militar brasileira (1964-1985) podem aparecer. O Golpe de 1964 completa 55 anos e a Lei da Anistia, assinada em 1979, completa 40. A lei concedeu anistia aos que cometeram crimes políticos e eleitorais no período da ditadura, bem como aos que tiveram seus direitos restritos pelos Atos Institucionais.

Ambos os eventos ganharam espaços na mídia e no debate público este ano, especialmente por conta de uma visão revisionista que questiona o caráter golpista do governo militar. Embora sejam efemérides em pauta e a Ditadura Militar seja um tema recorrentemente cobrado no Enem, o professor Blumenhagen enfatiza que a polêmica em torno dele, assim como as mudanças que vêm sendo anunciadas desde o ano passado no teor das questões do exame, não garantem que questões sobre o assunto vão aparecer. 

Outras datas importantes

Além desses aniversários históricos que estiveram mais em pauta nos últimos meses, algumas outras datas que marcam grandes eventos mundiais também podem aparecer no Enem. Blumenhagen destaca a Crise de 1929 (crash da bolsa de Nova York), a divisão da Alemanha em dois Estados (1949), a Revolução Chinesa (1949) e a Revolução Cubana (1959) – isso apenas para ficar com as datas redondas.

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Bolsas para estudar fotografia em Nova York com tudo pago

A organização estadunidense Magnum Foundation abriu inscrições para sua bolsa de projetos anual, voltada à justiça social. O programa dá aos participantes a chance de estudar fotografia em Nova York com tudo pago. O prazo para application, na edição de 2020, é de 15 de outubro.

Os interessados precisam demonstrar interesse em usar seu trabalho para promover avanços nos direitos humanos. Para ser elegível, não é necessário ter formação superior em fotografia. Entretanto, candidatos devem ser profissionais em início de carreira, em áreas correlatas. Entre as categorias listadas pela Magnum Foundation, estão documentaristas, jornalistas, artistas, acadêmicos e ativistas que incorporem fotografia em seu trabalho.

Como se candidatar para estudar fotografia em Nova York

A organização americana responsável pela iniciativa dá preferência a quem não tem formação na área. Applications de grupos minoritários na fotografia documental também são encorajados, como é o caso de refugiados e pessoas LGBTQ. Há, entretanto, requisitos quanto à proficiência em inglês. Isso porque, ao estudar fotografia em Nova York, o participante deve estar preparado para interagir no idioma.

Além de preencherem um formulário padrão, disponível no site da Magnum Foundation, os candidatos passam por uma segunda fase de seleção. Nela, são entrevistados por membros da fundação, que checam o nível de fluência em língua inglesa.

Como funciona o programa

A iniciativa divide-se em três fases. Primeiro, os escolhidos pelo comitê da instituição americana organizam workshops online com orientações iniciais, entre os meses de março e maio. Depois disso, chega o momento de estudar fotografia em Nova York.

No dia 1 de junho, os bolsistas embarcam para a escola de jornalismo da CUNY (City University of New York). Essa etapa dura um mês e permite que os participantes tenham aulas técnicas e de desenvolvimento de projetos, assim como discussões teóricas. A partir daí, os jovens selecionados retornam a seus países de origem para conduzir os projetos.

Por fim, os alunos completam seus projetos de usar a fotografia para promover a justiça social junto a suas comunidades. Nessa etapa, eles continuam a receber apoio da Magnum Foundation conforme necessário, assim como mentoria dos profissionais da fundação.

Vale lembrar que, ao estudar fotografia em Nova York, os participantes contam com apoio financeiro da Magnum Foundation. Ficam a cargo da instituição despesas como passagens aéreas, acomodação e um auxílio em dinheiro para que o estudante se mantenha na metrópole americana.

Para saber detalhes e se inscrever, basta acessar o site do programa.

 

Este texto foi originalmente publicado no Portal Estudar Fora, da Fundação Estudar, parceira do GUIA DO ESTUDANTE. 

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Número de vagas em graduação a distância supera de graduação presencial

O avanço do Ensino Superior a distância no Brasil, já debatido por especialistas, agora se comprovou por dados oficiais: pela primeira vez, o número de vagas na modalidade EaD superou as presenciais. Em 2018, foram 7.170.567 vagas de EaD, contra 6.358.534 presenciais. Por outro lado, apesar da maior oferta de vagas, a matrícula nos presenciais ainda lidera, com 6,4 milhões de alunos matriculados — número três vezes maior que as matrículas em EaD. 

Os dados são do Censo da Educação Superior, divulgado nesta quinta (19) pelo Ministério da Educação  (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em uma coletiva de imprensa. O censo sempre mede os resultados do ano imediatamente anterior a sua publicação, e o avanço de vagas a distância já vinha sendo constatado. De 2016 para 2017, por exemplo, houve um crescimento de 18%. Nesta edição, o número de vagas saltou de 4,7 para 7,1 milhões. A quantidade de cursos ofertados cresceu 50%. 

Veja também

As políticas do governo para facilitar a abertura de cursos EaD podem estar diretamente relacionadas a esse avanço. No governo Temer as regras para expansão de cursos nessa modalidade foram flexibilizadas: em 2017, um decreto determinou que o MEC não precisaria mais aprovar a abertura de polos a distância. Já em 2018, Temer facilitou o aumento de aulas a distância em graduações presenciais, permitindo que até 40% da carga fosse oferecida dessa forma. 

Apesar do diretor de estatísticas educacionais do Inep ter destacado que o aumento de vagas não corresponde à quantidade de matrículas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o crescimento é uma tendência: “Acho que é uma tendência nacional e mundial, isso só tende a se ampliar”. Este ano, o MEC também liberou a oferta de mestrado e doutorado a distância mediante alguns requisitos específicos que devem ser cumpridos pelas universidades interessadas.

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Por que investir em um ar-condicionado com Wi-Fi? 4 benefícios

Se você quer garantir o conforto de toda a família, utilizar a tecnologia para deixar diferentes ambientes da sua casa com uma temperatura mais agradável é o ideal. Com a evolução constante das ferramentas, novas soluções aparecem rapidamente no mercado — e, agora, a bola da vez é o ar-condicionado com Wi-Fi. Estamos cada vez mais …

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Unesp fechará o departamento de Artes Cênicas

Seguindo uma proposta de reestruturação discutida desde o ano passado, o Conselho Universitário da Unesp decidiu, na última semana, extinguir o Departamento de Artes Cênicas, que será fundido ao Departamento de Artes Plásticas. Ambos ficam em São Paulo, SP.

Enquanto docentes e organizações estudantis se manifestam contra a medida — segundo eles um sinal de precarização que pode afetar a qualidade do curso — a universidade justifica que a mudança vai estimular a aproximação de docentes com diferentes expertises e a multidisciplinaridade. 

O argumento técnico que acelerou a decisão de junção dos dois departamentos, com pouco diálogo, segundo professores e alunos, foi o fato do Estatuto da Unesp exigir ao menos 10 professores para compor um departamento. Hoje, o Departamento de Artes Cênicas, Educação e Fundamentos da Comunicação (DACEFC) e o Departamento de Artes Plásticas (DAP) têm, respectivamente, sete e nove professores. Em crise, a universidade não libera há anos a contratação de novos professores. 

A reestruturação da Unesp não deve ficar restrita a esses departamentos, e até 15 de outubro outras unidades, assim como o Instituto de Artes, deverão apresentar propostas de novos modelos de organização. Ao todo, cerca de 50 departamentos da Unesp se encontram na mesma situação que a DACEFC e o DAP, com menos professores do que o exigido. Segundo a universidade, a maioria dos institutos já aderiu ao programa de reformulação.

No ano passado, quando o projeto de sustentabilidade financeira da Unesp começou a ser discutido, o texto do documento falava também em “avaliar a pertinência de manutenção de oferecimento de cursos com baixa procura e de altos índices históricos de evasão”. À época, o reitor justificou que não se tratava de extinguir cursos, mas repensar a maneira de oferta. Uma outra medida prevista era a extinção do vestibular de meio de ano, que já se concretizou.

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