Desde que dezembro deu as caras, as retrospectivas em referência ao final da década de 2010 começaram a rolar nas redes sociais. Mas, calma aí! Temos uma questão a ser levantada: devemos considerar 2019 como o último ano da década mesmo, ou ela só acaba no final de 2020? Vamos explicar as possíveis respostas.
Se seguirmos a lógica do calendário gregoriano, usado no Brasil e na maior parte do mundo, a contagem dos anos se inicia no ano 1, a primeira década vai até o ano 10, já que ele desconsidera o “ano zero”. Assim, a década atual começou, na verdade, em 2011 e termina no final do ano 2020.
Só que esse não é o único ponto de vista a ser considerado. A resposta “depende” também entra em jogo aqui, como explica Gianpaolo Dorigo, professor de História do Curso Anglo. “Por definição, uma década é um período de dez anos a contar seja lá de qual ponto de partida. Em História, por exemplo, podemos falar normalmente da ‘década que vai de 1985 a 1995’ ou então da ‘década de 50 do século XIX’ ou ainda da ‘segunda década do século 20′”, diz.
Segundo Dorigo, então, podemos considerar o início da década em 2010, considerando-o como o ano 1, e o fim dela em 2019. “Lembre-se que de janeiro de 2010 a dezembro de 2019 transcorrem dez anos”, afirma Dorigo. Da mesma forma que podemos chamar de década de 20 do século 21 o período que começa agora em 2020 e terminará no final de 2029.
Então, não está errado falar que a década está acabando. Mas, se quiser encerrar o assunto, refira-se ao período como os “anos 2010”. Aí não tem dúvida, eles vão de 2010 a 2019.
Como de praxe na Fuvest, as questões da primeira fase envolvendo as obras literárias foram diversas e exploraram aspectos diferentes em cada questão, como o conhecimento do enredo e do contexto histórico de produção do livro. Mas e na segunda fase? Como a literatura obrigatória vai ser cobrada?
Carlos Rogério, professor de Literatura do curso Poliedro e secretário-geral da União Brasileira de Escritores, prepara os candidatos para questões mais complexas do que as da primeira etapa. “Como se trata de uma prova escrita, na segunda etapa as questões são mais abertas. Isso permite que a banca avaliadora faça perguntas mais reflexivas”.
Apesar de questões que abordam o enredo terem histórico na prova, a maior tendência, segundo o professor, são as “questões analítico-interpretativas”. São aquelas que a prova apresenta um trecho curto, que analisado a fundo, funciona para falar da estrutura geral da obra. Ele exemplifica: “O Angústia, do Graciliano Ramos, tem uma estrutura de idas e vindas no passado, distante e no mais próximo. Eles poderiam pegar um pequeno trecho para o candidato identificar essa dinâmica temporal que se apresenta no livro todo”.
É mais do que recomendável que o participante conheça bem todos os livros obrigatórios, já que é possível aparecerem questões de intertextualidade. Além disso, ele não deve se aprofundar apenas no enredo das obras, mas conhecer também o estilo dos autores.
Outra informação importante é como as escolas literárias aparecem na segunda fase. O professor Carlos Rogério explica que as questões sobre escolas literárias são sempre atreladas às obras da lista. “Não vai ter um enunciado como ‘cite as três principais características do Romantismo’. O que eles podem cobrar é como determinada obra apresenta as características do movimento literário”. Um exemplo é uma pergunta para abordar sobre o uso da antítese nos Poemas Escolhidos de Gregório de Matos, aspecto que marca o movimento barroco.
“O conhecimento das características da obra literária só é útil se ele for aplicável à leitura dos fragmentos da obra”, acrescenta.
Com essas tendências e peculiaridades da prova em mente, e com ajuda do professor, separamos boas dicas para os candidatos aderirem antes e durante a prova de literatura da segunda fase da Fuvest:
Saiba como se preparar
O estilo de pergunta não tem grandes mudanças de um ano para o outro. Então, sim, vale estudar as provas anteriores. Mas, para agregar ainda mais, analise as resoluções dessas questões no site de cursinhos de confiança. Nessa reta final, combine a leitura de resumos, com os trechos comentados das obras analisadas (já que a segunda fase apresenta fragmentos dos textos das obras), além de reler as anotações das aulas de literatura.
Em 2019, três livros novos entraram na lista obrigatória: Poemas Escolhidos do Gregório de Matos, Angústia, de Graciliano Ramos, e Quincas Borba, de Machado de Assis. Como eles ainda não foram explorados em uma segunda fase, existem muitos pontos que a banca pode questionar.
Cuidado com a redação da resposta
Além do conteúdo, a redação da resposta tem muita importância para mandar bem na prova. Responda as questões de forma clara, objetiva e organizada. Vá direto ao ponto da pergunta e foque no que foi pedido, você pode enrolar e acabar se perdendo nos argumentos.
Planeje seu tempo de prova
Atenção: a organização do tempo vai fazer toda a diferença para o seu exame. Além das quatro de literatura, são seis questões de Língua Portuguesa para serem redigidas, fora a prova de redação. Então, crie uma estratégia, pensando nos seus pontos fortes e nas maiores dificuldades.
Clique e conheça detalhes da vida do famoso ditador stalinista Josef Stalin. Conheça os principais acontecimentos de sua juventude e dos anos em que esteve no poder. Josef Stalin – Brasil Escola Publicado primeiro em https://brasilescola.uol.com.br/
Chegou o fim do ano e se o início de um novo ciclo traz alguma coisa em comum à maioria das pessoas, é a vontade de mudar. Isso, com frequência, se traduz em uma lista de resoluções de ano novo. Objetivos que podem melhorar as condições atuais e até levar quem os alcançar para mais perto de suas metas.
Já que essa premissa pode ser aplicada a qualquer âmbito da vida, inclusive o profissional, vale a pena pensar em uma resolução que seja ligada à sua carreira. Mesmo que esteja tudo bem – sempre dá para melhorar (ou se melhorar).
O ideal é que esses objetivos sejam amplos (não tão amplos quanto sua meta de vida) e que dele se desdobrem outros, menores e acionáveis, a serem completos durante o ano.
Abaixo, o Na Prática destaca noveresoluções de ano novocom foco na vida profissional. Escolha as que mais têm a ver com seu contexto ou se inspire nos exemplos para criar a sua própria meta.
Para quem quer decidir a carreira:
Definir cinco áreas ou profissões de interesse
Aqui, quanto mais específico, melhor. Liste áreas que te chamam a atenção e, se puder, as profissões que se imagina exercendo. É uma reflexão simples na teoria, porém muitas vezes nada óbvia para quem está na fase de decisão. Tire um tempo, diariamente se necessário, para pensar sobre o assunto e o reserve na agenda até ter uma relação de umas cinco áreas ou profissões.
Detalhar tudo que pensa e sente sobre cada uma das áreas
Quase como uma lista de prós e contras. Escreva ou grave seu relato sobre tudo que sabe sobre as áreas ou profissões, o que parece ser positivo e negativo e principais dúvidas. Isso ajuda não só a ter mais clareza sobre quais são suas preferências, como sobre o que é preciso pesquisar.
Conhecer o dia a dia das profissões que mais lhe interessam
A terceira das resoluções de ano novo para quem estádecidindo a carreiraé bem importante para uma escolha mais acertada. Procurar informações na internet é muito útil, mas nada se compara ao conhecimento que vem de quem vivencia tal realidade. Encontre e contate profissionais das suas áreas de interesse e pergunte sobre sua rotina. Mais ainda: se possível e adequado, peça para acompanhá-los em um dia de trabalho.
Para quem quer crescer na carreira em que está:
Criar um plano de carreira
O Na Prática tem matérias dedicadas a te ajudar nessa empreitada (comoestaeesta). Se você está satisfeito com o caminho que segue, mas quer ter mais controle sobre ele, criar um plano é uma boa. Mesmo que você não saiba, de fato, aonde quer chegar, a atividade de planejar incentiva reflexão (e, consequentemente, clareza) sobre diversos pontos. A partir disso, pode focar esforços nosgapsa desenvolver para chegar à sua meta final.
Desenvolver habilidades relevantes – técnicas ou não
Algum tipo de conhecimento ajudaria nas suas tarefas diárias? Ou alavancaria sua carreira? Procure entender que habilidade ofereceria maiores vantagens e desenvolva-a com cursos, leituras, formações, grupos de estudo, etc.
Entender sobre liderança e treinar a sua capacidade
Não importa seu objetivo de carreira, há grandes chances que tenha de exercer liderança em algumas etapas, por isso essa é a última das resoluções para quem quer crescer profissional. Já ter essa capacidade pelo menos um pouco desenvolvida ajuda a garantir melhor desempenho. Para isso, procure cursos, como o deFacilitaçãoda Fundação Estudar, e aproveite as oportunidades de trabalhar com os outros.
Para quem quer mudar de carreira:
Definir seus focos de interesse
Seja específico, mas sem pretensões de ser. Você provavelmente terá uma ideia clara de áreas em que gostaria de trabalhar, mas definir uma função – e só perseguir ela – pode engessar a sua transição.
Começar a se preparar
O aprendizado é atualmente requerimento para toda a carreira, por isso uma de suas resoluções de ano novo se você quer mudar de profissão pode ser desenvolver capacidades básicas do próximo objetivo. Algum conhecimento técnico que ainda não tem ou habilidades muito procuradas nos profissionais, pesquise e vá atrás de aprendê-las.
Trabalhar em uma nova rede de contatos
Na hora de transição, os contatos profissionais podem ser fortes aliados. Crie e nutra umarede de pessoasque já atuam na área em que você quer trabalhar, ou próximos dela para saber sobre oportunidades e tendências. Principalmente com o LinkedIn, isso pode ser feito online, só não esqueça de explicar seu objetivo ao fazer o primeiro contato.
Este texto foioriginalmentepublicado no portal Na Prática, da Fundação Estudar, parceira do Guia do Estudante.
Já falamos por aqui sobre uma questão frequente nessa época: como conciliar os estudos com as festas de fim de ano? Afinal, é normal o estudante ficar dividido entre ficar em cima dos livros o tempo todo ou cair na festança mesmo. Resumindo, a resposta é “nem 8 ou 80”. O melhor é buscar um equilíbrio, combinado?
Então, aqui vai mais uma boa dica de como adquirir conhecimento durante esse período e, ao mesmo tempo, relaxar um pouco, assistindo a um filme com pipoca. “Feliz Natal”, lançado em 20706, com direção de Christian Carion, é inspirado em uma história verídica que aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial, em vários locais da frente de batalha. Na noite de Natal de 1914, soldados inimigos se uniram para celebrar, trocando até comida. O episódio retratado no longa é conhecido na História como “Trégua de Natal”.
Confira o trailer legendado:
Trégua de Natal
Ao longo de todo o front ocidental, que se estendia do mar do Norte aos Alpes suíços, cruzando a França, soldados começaram a observar, de uma trincheira para outra, um clima festivo. De forma espontânea, sem um acordo oficial, cessaram fogo e deixaram as diferenças para trás, pelo menos, por alguns dias.
Assim, atravessaram a zona de fogo, conhecida como “terra de ninguém”, para desejar “feliz Natal” aos rivais e, eventualmente, trocar comida e charutos. Há registros de um funeral coletivo, no qual corpos foram divididos por nacionalidade, e todos se ajudaram na hora de cavar. Além das partidas de futebol, um dos pontos mais comentados acerca do episódio.
Apesar do conhecimento sobre a trégua de 1914 ser limitado, há vários relatos, como o do capitão C. I. Stockwell, do Royal Welsh Fusiliers, do exército britânico: “Às 8h30 do dia 26, eu disparei três tiros para o ar, ergui uma bandeira com os dizeres ‘Merry Christmas’ e subi da trincheira. Os alemães levantaram uma placa com os dizeres ‘Thank you’ e o capitão deles apareceu no alto da trincheira. Nós nos saudamos e retornamos às nossas trincheiras. Em seguida, ele fez dois disparos para o ar. A guerra havia começado novamente” [1].
Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
O século 19 foi marcado por inúmeras rivalidades entre potências europeias. Durante o processo de industrialização, países como a França, o Reino Unido e a Bélgica necessitavam de regiões onde pudessem investir seus capitais excedentes. Por isso, disputavam pela posse de colônias em territórios africanos e asiáticos (era o período conhecido como neoimperialismo).
A Confederação Germânica e os Estados Italianos, depois de uma série de conflitos (principalmente contra a França), conseguiram alcançar a unificação, e logo esses novos países, Alemanha e Itália, partiram para a conquista imperialista, ameaçando o domínio inglês e francês. Ao mesmo tempo, o Império Russo buscava expansão territorial e comercial, entrando em disputa com dois grandes impérios da época, ambos aliados dos alemães: o Império Turco e o Austro-Húngaro.
Essa situação acirrou as disputas nacionalistas, o que levou a uma corrida armamentista, também conhecida como “Paz Armada”. Assim, formaram-se dois blocos de países inimigos, que prometiam se ajudar em caso de uma guerra (Política de Alianças). A Tríplice Entente, composta pela França, Reino Unido e Império Russo, e a Tríplice Aliança: Império Alemão, Império Turco e Império Austro-Húngaro
O estopim da guerra foi a questão balcânica. No inicio do século 20, a Península Balcânica estava dividida entre o Império Turco e o Império Austro-Húngaro. Porém com a decadência do Império Turco, surgiram países independentes. O Império Russo logo se aliou a esses novos países e, dentre eles, estava a Sérvia, que tinha seus próprios projetos expansionistas. Em nome do nacionalismo eslavo, os sérvios pretendiam anexar a Bósnia-Herzegovina, então uma região que pertencia ao Império Austro-Húngaro.
Em junho de 1914, num cenário de agitações políticas, o arquiduque austríaco, Francisco Ferdinando, foi assassinado em Sarajevo (capital da Bósnia), por um grupo terrorista nacionalista pró-Sérvia.
Por esse episódio, a Áustria declarou guerra à Sérvia. Os russos declararam seu apoio aos sérvios e começaram a deslocar suas tropas. O Império Alemão, que desejava uma grande guerra a fim enfraquecer as potências industriais aliadas dos russos, declarou seu apoio à Áustria. A partir desse episódio, a Política de Alianças foi posta em ação e se iniciou a Primeira Guerra.
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